terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

VIAGEM À BARRAGEM DE JUCAZINHO (Surubim/PE - 11/02/2012)

            Para o mês de fevereiro/2012, programamos um passeio curto, aproveitando a dica de nosso colega Ailton, exímio conhecedor do nosso estado de Pernambuco.  Julgamos o percurso interessante pois ainda teríamos pelo menos um trecho em estrada de terra, para requintar nosso roteiro de bate-e-volta. Marcamos para o último sábado antes do carnaval, dia 11/02/2012.
          Marcamos nosso ponto de encontro no tradicional posto Dislub de Santo Aleixo na BR 232, com horário de saída previsto para às 07:00h. Seguiríamos pela BR 232 até Vitória de Santo Antão/PE, onde pegaríamos a PE 050 até Limoeiro/PE e de lá a PE 090 até Surubim/PE.
         No trajeto de casa até o posto Dislub, eu (Marcos) encontrei o conterrâneo Antônio, na Avenida Abdias de Carvalho e chegamos juntos no posto às 06:45h. Cinco minutos após chegou o conterrâneo Lauro. Logo a seguir chegaram Amaro e Alexandre, que veio acompanhado de sua filha Carol. O último a chegar foi o Rogério, acompanhado de sua esposa Carla.
         Partimos do posto Dislub às 07:08h, num total de 06 motos, 08 pessoas ao todo. Seguimos direto até Limoeiro/PE, onde iríamos procurar um local para o nosso café da manhã. Paramos em um posto e nos indicaram o Bar do Bode, na saída da cidade, já na PE 090. Chegamos no Bar do Bode às 08:11h percorrendo 72 km neste trecho. O café foi razoável. Não gostamos do fato de o café vir em xícaras, e não numa garrafa como estamos acostumados em Gravatá/PE e São Caetano/PE. A BR 232 ainda ganha no quesito café da manhã!
         Saímos do Bar do Bode às 09:06h. Combinei com turma que eu ficaria por último, pois iria fazer uma filmagem da partida, e os alcançaria depois. Só alcancei o pessoal uns 20 km adiante! E eu achando que eles iriam maneirar até que eu os alcançasse!

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          Chegamos em Surubim/PE às 09:45h. Paramos num posto logo na entrada da cidade e pedimos informações sobre o acesso à barragem de Jucazinho. Eu e Antônio aproveitamos e reabastecemos nossas motos. Percorremos 41 km neste trecho. 
          Seguimos a estrada de acesso à barragem, que um dia já foi asfaltada. Aqui e acolá ainda vemos vestígios do asfalto. Percorremos 17 Km neste trecho. Chegamos à barragem às 10:26h. O colega Lauro "chiou" muito com este trecho, e com certa razão, pois ele tem uma estradeira esportiva, nada apropriada para este tipo este tipo de pavimento. O visual na chegada é fantástico, com as águas em uma tonalidade verde esmeralda.


           Fomos conferir de perto, de cima do paredão da barragem. A primeira sensação foi olfativa: a água era muito fedorenta. Aquela tonalidade verde deve ter alguma coisa a ver com isso, tipo alguma alga com superpopulação, tempo de estiagem de chuvas na bacia do Capibaribe, etc. Não nos arriscaríamos naquelas águas.  Apesar desta má impressão, a barragem é uma impressionante obra de engenharia.

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          De lá seguimos em direção à jusante do rio (na direção em que as águas do rio correm - Conterrâneos do Asfalto também é cultura!) e chegamos a um barzinho às margens do Capibaribe. Lugar bastante agradável, arborizado, com chuveirões para banho. A primeira coisa que fizemos, além de pedir muita água mineral, foi perguntar de onde vinha a água dos chuveiros. O proprietário nos tranquilizou, dizendo que vinha da estação de tratamento da Compesa, localizada praticamente ao lado do bar. Eu, Lauro e Rogério usufruímos dos chuveirões, mas os outros preferiram não arriscar.
          Já que estávamos por ali, resolvemos almoçar no local e pedimos galinha de capoeira com fava. Após pedirmos alguém observou que o cardápio não tinha os preços. Ainda brincamos com o proprietário do bar e ele disse que não nos preocupássemos que era baratinho. Na hora da "dolorosa" tivemos uma surpresa. Estávamos sendo cobrados em R$ 96,00 pelo almoço, que acrescido das águas minerais e dos refrigerantes, resultou em uma conta total de R$ 120,00. A conta dele foi a seguinte: éramos 08 pessoas, então ele cobrou R$ 12,00 por pessoa por cada almoço. A galinha estava muito saborosa, mas ficamos com a sensação de que comemos as galinhas dos ovos de ouro. Aconselho a todos que forem fazer este roteiro, acertar antecipadamente a forma de cobrança das refeições, para evitar surpresas na hora da conta.
          Após pagarmos a conta, saímos de lá às 12:53h. Resolvemos fazer outro caminho na volta, indo por Salgadinho/PE, para minha alegria, pois a estrada de terra era ainda mais precária do que a que pegamos de Surubim/PE à barragem de Jucazinho, embora o percurso fosse  menor. Acho que só motos e Toyotas passam por ela. A estradinha vai margeando o rio Capibaribe, e apresenta paisagens muito bonitas e interessantes, com fazendas e pastagens à beira do rio. Arrependo-me de não ter parado muitas vezes para tirar fotos.
          Chegamos em Salgadinho/PE às 13:26h, rodando 13 km neste trecho. Achei a cidade muito arrumadinha. Aproveitamos o ensejo para conhecer o Hotel Termas. Para minha surpresa ele foi totalmente reformado e possui também um balneário de águas termais, aberto ao público em geral, mediante o pagamento de uma taxa de R$ 15,00. Eles trabalham também com Day Use, embora eu não tenha me informado do valor. Agradecemos às pessoas da recepção do hotel por toda atenção dispensada à nossa visita.
          Após a visita, partimos de Salgadinho/PE em direção ao nosso ponto de despedida, em frente ao posto Dislub de nossa partida, na pista em direção a Recife/PE. Infelizmente não registrei a hora de nossa partida de Salgadinho/PE. Chegamos ao nosso ponto de despedida às 15:21h, percorrendo 101 km desde Salgadinho/PE.
          Despedimo-nos dos companheiros, cansados porém felizes, já aguardando o roteiro a ser percorrido em março/2012. Todos os que participaram deste roteiro tiveram computados 244 km em suas cotas.