domingo, 23 de novembro de 2014

VIAGEM A MACEIÓ/AL (18/10 a 19/10/2014)


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Meus estimados e fiéis leitores. Depois de um looooooongo tempo este nosso blog volta à vida! Em minha defesa tenho a alegar que nosso moto clube ficou ligeiramente inativo por alguns meses, pois desde de nossa última viagem (Martins/RN, entre 05/07 e 07/07/2014) até a 1ª quinzena do mês de outubro/2014, não realizamos nenhuma viagem. Somente nos dias 18/10 a 19/10/2014 voltamos efetivamente à estrada, numa viagem de Recife/PE a Maceió/AL.

É bem verdade que realizamos alguns encontros para um bate-papo e um café da manhã reforçado, tais como em 02/08/2014 (em São Caetano/PE) e em 04/10/2014 (em Gravatá/PE), mas foram viagens para “reuniões administrativas”.

Participaram desta viagem à Maceió/AL, eu (Marcos) e Hélio, o qual tem se mostrado um participante frequente de nossas viagens. Também devo registrar a participação “em paralelo”, de Humberto e Renata. O porquê deste “em paralelo” vocês saberão ao longo deste relato.

Nosso ponto de encontro desta vez foi o posto Arco Iris, em Pombos/PE. Nós havíamos decidido fazer o roteiro via BR 104, ao invés do tradicional roteiro pela BR 101. Para nós que amamos viajar de moto, nem sempre o roteiro mais curto é o melhor! Lá no posto recebemos a mensagem de Eduardo, informando que ele desistira da viagem, em função do fechamento da venda de sua moto anterior. Como Humberto já avisara que iria mais tarde com Renata, e pela BR 101, o grupo da viagem resumiu-se a mim e a Hélio. Assim sendo, iniciamos nossa viagem às 07:52h.

Seguimos pela BR 232 até Caruaru/PE, onde pegamos a BR 104, no sentido de Maceió/AL. Paramos em Agrestina/PE, às 08:53h, para nosso café da manhã. Percorremos 95 km desde nossa saída. Escolhemos aleatoriamente um dos restaurantes na cidade e pedimos nosso desjejum. Resumidamente posso dizer que não foi dos nossos melhores, mas saciamos nossa fome. Após o acerto de contas, retomamos nossa viagem, partindo às 09:36h.


Seguimos direto pela BR 104 até Messias/AL, já bem próximo à Maceió/AL. Registre-se que a condição de pavimentação desta BR é muito boa, ao longo de todo o percurso que efetuamos nela. Chegamos em Messias/AL às 11:10h, percorrendo 142 km desde Agrestina/PE. Minha moto acendeu a luz de reserva aproximadamente uns 14 km antes de nossa parada, confirmando uma autonomia (sem contar com a reserva) de uns 220 a uns 230 km, no ritmo em que costumamos andar (eu havia reabastecido em Pombos/PE). Demoramos o tempo necessário ao reabastecimento das motos e dos seus proprietários e às 11:51h partimos para Maceió/AL, seguindo agora pela BR 101.

Logo chegamos à entrada para Maceió/AL. A orla de Maceió/AL, para os que não conhecem esta bela capital nordestina, fica muito distante da BR 101, ao contrário do que ocorre em Recife/PE. Segue-se inicialmente por uma estrada que passa defronte ao aeroporto e depois por uma longa avenida, com trânsito intenso. Como não conhecemos a cidade detalhadamente, talvez não tenhamos feito o caminho mais curto até o bairro da Ponta Verde, onde ficava nosso hotel. Chegamos ao nosso hotel (Hotel Pousada Gogó da Ema) às 12:44h, quase uma hora para percorrer apenas 41 km desde o posto em Messias/AL! Haja engarrafamentos e eu limitado pelos 02 baús laterais, impedido de aproveitar os corredores entre os carros, como me foi providencialmente lembrado por Hélio, antes que eu, esquecido destes acessórios, causasse algum acidente.

O hotel era bem simples, porém confortável e com garagem para nossas motos. Conseguimos um amplo apartamento triplo, com 02 quartos e uma mini cozinha, por R$ 150,00. Ainda tentamos, na chegada, fazer o downgrade para um apartamento duplo, mas a recepcionista disse que não havia disponibilidade. Pela sua localização e pelo excelente custo-benefício, recomendo este hotel.

Após nos acomodarmos e tomarmos um bom banho, nos encaminhamos para a praia. Pela localização privilegiada o hotel (em plena Ponta Verde), tínhamos a opção de orla à direita ou à esquerda do hotel, ambas no máximo a 03 quarteirões de caminhada. Por indicação de Hélio, seguimos para a orla à direita do hotel. Após caminharmos um pouco, encontramos uma das muito bem estruturadas barracas existentes à beira-mar de Maceió, e ali mesmo ficamos. Inicialmente pedimos umas Heinekens supergeladas para relaxar, degustamos uma cachaça alagoana, a qual foi aprovada por Hélio (eu não sou especialista nesta área, mas o cara é da terra da Pitu). Aproveitamos o ensejo almoçamos no mesmo local. Depois do almoço, regressamos ao hotel para a “siesta”.

Em plena “siesta”, Humberto ligou-me dizendo que já chegara, e estava seguindo para um barzinho que ele conhecia, e convidou-nos a acompanhá-lo. Tendo em vista o nosso estado de sonolência, declinamos do convite e voltamos a dormir.

Acordamos bem mais tarde, lá pelas 19:00h. Resolvemos caminhar pelo calcadão da praia e escolher um local para o jantar. Durante nossa caminhada, ligamos para Humberto. Ele ainda estava no tal bar que ele havia nos convidado. O convite foi feito novamente, mas eu e Hélio optamos por um jantar mais sossegado e declinamos mais uma vez o convite de nosso colega. Obviamente nossos horários e programas não batiam desde o início a viagem...Fiquei de ligar para ele logo pela manhã, para ver a possibilidade de voltarmos juntos. Eu e Hélio continuamos nossa caminhada pela orla e optamos por uma tapiocaria muito bem frequentada na orla, para nosso lanche/jantar.
Voltamos ao hotel e dormimos o sono dos justos, recarregando as baterias para a viagem de volta no dia seguinte.

Acordamos cedo, no dia seguinte. Liguei para Humberto, para verificar se ele seguiria conosco. Ele ainda estava com bastante sono e avisou que iria mais tarde, pela BR 101. Agora vocês entenderam o porque do registro da participação “em paralelo” de Humberto e Renata. Nós não nos encontramos, nem na viagem de ida, nem em Maceió/AL e nem na viagem de volta!

Após o fechamento da conta e tomarmos o café da manhã, saímos do hotel às 08:20h. Optamos por voltar pela rodovia estadual, que acompanha o litoral norte de Alagoas (AL 101), seguindo nosso preceito de evitar repetir os trajetos de ida/volta, quando possível. A estrada encontra-se em recuperação, e em seu trecho inicial, saindo de Alagoas, até aproximadamente Paripueira/AL, encontra-se com buracos e com o asfalto antigo raspado, formando aqueles riscos no mesmo sentido da pista, que formam verdadeiros “trilhos” para veículos de 02 rodas. Após este trecho, a pista está em excelentes condições.

Por indicação de Hélio, resolvemos abandonar a estrada principal (AL 101, AL 413, AL 105), pegando outras rodovias estaduais em direção ao mar, logo depois a cidade de São Luís do Quitunde/AL. As condições nestas estradas foram diversas, desde trechos com resquícios de asfalto, quase rípio (com pequenas pedrinhas soltas), terra, paralelepípedo e asfalto razoável. Foi necessária também muita atenção na travessia dos trechos urbanos. Paramos em Passo de Camaragibe/AL, às 09:40h, percorrendo 76 km desde nossa saída do hotel. Hélio efetuou um saque no caixa eletrônico do Banco do Brasil. 


Partimos para Barra do Camaragibe/AL e seguimos costeando o mar até Porto de Pedras/AL. De lá pegamos uma balsa e atravessamos a foz do rio Manguaba, para a outra margem. Fizemos uma parada num bar à beira do rio para descanso e hidratação. Este trecho do nosso percurso não pode ser corretamente registrado no mapa que ilustra este post, pois o Google parece desconhecer a existência desta travessia por balsa.


Logo após seguimos margeando o mar até Maragogi/AL. Paramos em um posto de combustíveis, ás 11:30h, percorrendo 60 km desde Passo de Camaragibe/AL.
Abastecemos as motos e após pedirmos algumas referências sobre a localização do Chalés Acendendor de Estrelas, onde Amaro e Tânia estavam hospedados, saímos às 11:39h. Após rodarmos meros 13 km, localizamos o Chalés Acendedor de Estrelas. Entramos para fazer uma breve visita aos nossos amigos. Eles estavam se arrumando para partir, portanto apenas conversamos um pouco, bebemos água e retomamos nossa viagem.

Como Hélio reside em Vitória de Santo Antão/PE, ele resolvera pegar a BR 101, na altura de Barreiros/PE. Resolvi acompanhá lho, para andarmos juntos por mais algum tempo. Seguimos pela AL 101 até a divisa AL/PE e continuamos pela mesma estrada, agora denominada PE 060. Passamos por São José da Coroa Grande/PE e logo após Barreiros/PE, pegamos a PE 096, que segue até Palmares/PE e a BR 101. Para minha surpresa, esta estrada estava em boas condições. Seguimos juntos pela excelente e duplicada BR 101 até a cidade de Escada/PE, onde Hélio pegou a PE 045 até Vitória de Santo Antão/PE. Neste ponto, meu hodômetro registrava 146 km, desde nossa saída de Maragogi/AL (Chalés Acendedor de Estrelas).

Continuei pela BR 101. Cheguei ao ponto determinado por mim como final da viagem, o início da Estrada da Batalha, às 13:56h, percorrendo 190 km desde a saída de Maragogi/AL. Graças a Deus todos chegamos às nossas casas inteiros e com saúde.

Como nesta viagem houve percursos diferentes, a quilometragem de cada um será diferenciada. Eu (Marcos) computarei 617 km, sendo 278 km do percurso de ida e 339 km do percurso de volta. Hélio computará 609 km, sendo 278 km do percurso de ida e 331 km no percurso da volta (calculei a distância Escada/PE a Vitória de Santo Antão/PE pelo Google Maps e apurei 36 km). Humberto computará 518 km, correspondente à distância de ida e volta apurada entre Recife/PE a Maceió/AL via BR 101, pelo Google Maps).


Desejo que tenhamos logo outra viagem, para que este blog não fique inativo por tão longo período. Até a próxima!

Segue abaixo link para o álbum de fotos completo desta viagem.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

VIAGEM A MARTINS/RN (05/07 a 07/07/2014)


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        Após exaustivos convites e várias conclamações a todos os nossos associados, apenas eu (Marcos) e meu irmão Marcelo confirmamos participação nesta viagem. Todos tiveram seus motivos e de fato, o mês de julho sempre foi uma espécie de intervalo para nossas atividades.
        Como somente iríamos nós dois, resolvemos mudar o período da viagem de 04/07 a 06/07/2014 (sexta-feira a domingo) para 05/07 a 07/07/2014 (sábado para segunda-feira).
        Desta feita, combinamos o ponto de encontro em minha casa, de onde seguiríamos direto até Campina Grande/PB, nossa 1ª parada programada. Havíamos combinado de seguirmos via João Pessoa/PB, pelas BRs 101 e 230, pois os caminhos alternativos (e mais curtos) estavam com as estradas em péssimas condições. Marcelo chegou pouco após as 06:00h e ponderou que, com o trânsito intenso na saída de Recife/PE, passando por Abreu e Lima/PE, talvez fosse mais interessante seguirmos via Caruaru, pela BRs 232 e 104, mesmo sendo um percurso mais longo. Topei de imediato e seguimos até um posto próximo à minha casa, onde reabasteci minha moto e calibrei os pneus. Iniciamos nossa viagem às 06:20h, partindo do referido posto.
        O percurso ocorreu sem engarrafamentos e num bom ritmo ao longo de toda a BR 232, onde em Caruaru/PE pegamos a BR 104, na direção de Campina Grande/PB. A BR 104 está duplicada e em excelentes condições em seu trecho inicial, até as proximidades de Toritama/PE. Após o fim da duplicação, o asfalto está em péssimas condições e além disto, temos o conturbado trecho urbano de Toritama/PE. A estrada somente volta a melhorar após a entrada para Santa Cruz do Capibaribe/PE, permanecendo assim até Campina Grande/PE. Nunca havia percorrido esta estrada, além da entrada para Taquaritinga do Norte/PE. O fato é que após a entrada para Santa Cruz do Capibaribe/PE, são raros os postos de combustíveis, até a cidade de Queimadas/PB, já bem próxima de Campina Grande/PB. Depois de rodarmos por mais de 02 horas, avistamos um posto num povoado na divisa PE/PB, onde Marcelo muito sabiamente parou para reabastecermos as motos, esticarmos as pernas e tomarmos um café da manhã. Paramos às 08:45h, percorrendo 215 km. Para tristeza de nossos estômagos, só conseguimos realizar o abastecimento das motos e a esticada dos músculos, pois a lanchonete do lugar ainda estava fechada, acreditem. Tivemos de adiar nosso café para Campina Grande/PB. Demoramos pouco tempo e continuamos viagem em direção a Campina Grande/PB. Não registrei o horário de nossa partida.
        Percorremos mais 68 km, até pararmos numa churrascaria nos arredores de Campina Grande/PB, chegando às 09:50h. Correu tudo bem neste pequeno trecho, havendo apenas uma pequena retenção no trânsito urbano de Queimadas/PB. Tomamos um café muito bom. Apreciei especialmente o bolo de milho verde. Não nos demoramos muito e ás 10:18h partimos com destino a Santa Luzia/PB, nossa próxima parada programada.

        Seguimos agora pela BR 230, também em excelentes condições. Deve-se prestar especial atenção no trecho próximo a Santa Luzia/PB, onde encontramos um trecho de serra, com algumas curvas muito fechadas. Chegamos às 11:50h percorrendo 138 km desde nossa partida de Campina Grande/PB. Fizemos mais uma parada breve, tempo suficiente para o reabastecimento das motos, uma ida ao banheiro e hidratação dos viajantes. A esta altura do campeonato, os efeitos de uma longa viagem de moto já se faziam sentir no Marcelo. Ele se limitara até então a viagens curtas. Eu, já calejado pelas últimas viagens, estava em melhores condições. Partimos em direção a Martins/RN às 12:20h.


Este trecho final seria rodado em sua maioria em rodovias estaduais. A rodovia inicial, ligando Santa Luzia/PB a Caicó/RN (PB 233, RN 118 e BR 427), estava em boas condições. Apenas como registro, relato o fato de inexistir acostamento, como de praxe nestas estradas. Atravessamos o intenso trânsito urbano de Caicó/RN e prosseguimos pela BR 427, continuando pela RN 288, passando por Jardim de Piranhas/RN, entrando na Paraíba novamente, pela PB 323. Continuamos por esta estrada até a cidade de Brejo do Cruz/PB, terra natal de Zé Ramalho, onde pegamos a PB 293 até a divisa do Rio Grande do Norte, passando neste trecho pela cidade de Belém do Brejo do Cruz/PB. Entramos no Rio Grande do Norte pela RN 501, pegando a BR 226 já bem próximo a Patu/RN. A condição do asfalto nestas estradas varia de bom a regular, sem presença de buracos significativos. Um fato a se registrar, desde a saída de Santa Luzia/PB, é o crescente número de jegues soltos pelas estradas. Isso aumentava à medida que adentramos o sertão. Junte-se a isto estradas sem acostamento e com vegetação muitas vezes invadindo a pista e temos um ambiente que exige uma pilotagem cuidadosa, com velocidades que permitam uma margem de segurança para eventuais freadas. Minha intenção era prosseguirmos direto até Martins/RN, que pelas minhas contas não estaria muito distante. Mas a pedido de Marcelo, fizemos mais uma parada em Patu/RN. Percorremos 147 km desde nossa partida de Santa Luzia/PB. Paramos às 14:10h. Os glúteos e as pernas dele estavam pedindo um novo descanso. A esta altura eu também já estava cansado, mas ele sentiu muito mais o ritmo da nossa viagem. Efetuamos as atividades de praxe em cada parada (banheiro, hidratação e reabastecimento). Demoramos cerca de 20 a 30 minutos, aproximadamente. Aproveitamos a parada também para confirmamos a roteiro até Martins/RN.
        Partimos de Patu/RN sem o registro do horário, em direção a Martins/RN. Segundo o pessoal do posto, restavam meros 60 km. Continuamos pela BR 226, também “infestada” de jegues e com trechos sem acostamento e com a vegetação invadindo a pista. Após alguns quilômetros, avistamos uma placa indicando a entrada para Martins/RN e Serrinha dos Pintos/RN. Entramos na RN 117 e logo iniciamos a subida da serra de Martins. Esse trecho também exige bastante atenção, pois tem curvas muito fechadas. Chegamos em nosso hotel, o Hotel Chalé Lagoa dos Ingás às 15:20h, percorrendo 62 km desde Patu/RN. O Hotel correspondeu e até superou minhas expectativas, pois conta com uma excelente estrutura para os hóspedes e estava com boa ocupação.



        Após 09 horas na estrada, foi só tomar um bom banho, relaxar e assistir a última partida das quartas de final (Holanda x Costa Rica). Jantamos lá mesmo no hotel e dormimos muito cedo.
        No dia seguinte, 06/07/2014, logo após o café da manhã, pegamos as motos e fomos até o centro da cidade. Marcelo já havia dado uma caminhada mais cedo e havia visitado o museu da cidade. Fizemos nossa primeira parada lá. O museu está instalado em um grande sobrado, com o acervo distribuído em 04 pavimentos. Chamou-nos especialmente atenção uma sala com equipamentos antigos, tais como máquina de telex, máquinas de confeccionar talões de cheque, máquinas de datilografia. Todos cedidos pela agência local do Banco do Brasil. Saímos de lá, demos uma volta pela pracinha da cidade e tiramos algumas fotos. Tudo muito limpo.


        Havia sinalização para 02 mirantes: o das Carrancas e o do Canto. Resolvemos visitar primeiramente o mirante do Canto. Ele fica bem próximo, com estrada pavimentada, bem acessível. Lá chegando, além do visual magnífico, gostamos da estrutura muito boa, com mesas, cadeiras e jardins, tudo destinado ao lazer dos turistas. Na entrada conhecemos o simpático e comunicativo Sr. Raimundo, vendedor de doces e artesanato, postado logo na entrada do local. Ele nos deu muitas dicas sobre os atrativos turísticos da cidade, especialmente sobre a Casa de Pedra, uma caverna que fica na área rural, a cerca de 25 km da cidade. Resolvemos visitar logo a Casa de Pedra, deixando os demais mirantes (soubemos que havia outro, o mirante da Mãe Guilé) para depois.


Seguindo as orientações de seu Raimundo, pegamos a estrada na direção oposta da que havíamos chegado, no dia anterior. Logo chegamos à descida da serra. Deste lado a descida era ainda mais aguda que a que havíamos passado na véspera. Descemos com cuidado, fazendo muitas curvas com 50 ou 40 km/h. Conforme as instruções que nos deram, terminada a descida da serra, andamos mais alguns quilômetros até avistarmos uma placa, indicando a estrada de terra que dá acesso à Casa de Pedra. E o melhor de tudo: eram 12 km até lá! Nada como uma estradinha de terra, vez por outra, para quem tem uma moto trail.


        Quando chegamos lá, havia poucos veículos. Subimos em direção à caverna. Lá já se encontrava um grupo de pessoas, acompanhadas de um guia, começando a visita. A gruta não é muito grande, mas vale a visita. Na saída, tomamos uma água de coco gelada, numa barraca montada no início da subida à caverna. Uma bênção, num calor daqueles. Saímos de lá, ficando de parar no mirante Mãe Guilé, que fica logo após a subida da serra. Quando chegamos, vimos que existe um restaurante, com uma bela vista, porém com espaço mais reduzido que o mirante do Canto. Tiramos umas fotos e demoramos pouco tempo. De lá seguimos para o mirante das Carrancas. A estrutura é bastante semelhante ao mirante do Canto. Ficamos um pouco por lá e resolvemos voltar ao mirante do Canto, que de todos, na minha opinião, tem a paisagem mais bonita. Resolvemos almoçar por lá, apreciando o belo visual.


        Após o almoço, que no meu caso foi regado por umas cervejas geladíssimas, voltamos ao hotel, para uma soneca. À noite, resolvemos apenas fazer um lanche, numa pastelaria próxima ao hotel, já que o almoço fora muito bem servido. Voltamos ao hotel e dormimos o sono dos justos.
       Na manhã seguinte, 07/07/2014, tomamos o café da manhã, acertamos nossa conta, e partimos às 07:50h. Seguimos direto até Caicó/RN, onde chegamos às 09:39h, percorrendo 148 km neste trecho. Demoramos apenas o estritamente necessário e partimos às 09:55h. Nosso intuito era pararmos em Soledade/PB. Seguimos direto e paramos apenas em Campina Grande/PB, onde chegamos às 12:20h, percorrendo 200 km neste trecho. Escolhemos o mesmo local em que paramos na nossa ida. Fizemos um lanche-almoço, não abastecemos e partimos às 12:49h. Paramos no primeiro posto já na BR 104, apenas para reabastecermos as motos. Continuamos a viagem pela BR 104, encontrando muito tráfego na entrada para Santa Cruz do Capibaribe/PE e na travessia urbana de Toritama/PE. Chegando em Caruaru/PE demos um ligeira entrada, até a casa/oficina do Berg, o cara que deu uma recauchutada na minha velha DT 180. Chegamos lá às 14:40h,percorrendo 147 km desde Campina Grande/PB. Não demoramos muito, apenas cerca de uns 15 minutos e continuamos a viagem, combinando de paramos apenas em Pombos/PE. Chegamos em Pombos às 15:45h, percorrendo 76 km desde Caruaru/PE. Fizemos o reabastecimento para o trecho final. Não registrei o horário de nossa saída, mas cheguei em minha casa às 17:08h, percorrendo 67 km desde Pombos/PB, terminando esta viagem.
        Nossos percursos de ida e volta foram praticamente os mesmos. A única diferença foi a entrada em Caruaru/PE, para pagar a conta de Berg, na volta. Por conta disso a quilometragem da volta foi um pouco superior à quilometragem da ida. Para fins de cômputo em nossas cotas quilométricas, minha e de Marcelo, considerei a quilometragem apurada na ida, implicando em 1.260 km de percurso total. O mais importante de tudo foi termos conhecido um novo recanto deste nosso Nordeste, percorrendo novas estradas. Foi muito bom. Espero que na próxima mais conterrâneos se animem a participar. Para onde será? Veremos...
        Segue abaixo o link para o álbum completo desta viagem.




quinta-feira, 10 de julho de 2014

VIAGEM AO BREJO PARAIBANO (31/05/2014)




         Meus prezados leitores. Peço-lhes desculpas pelo atraso na atualização deste blog. Neste intervalo de tempo nosso MC não ficou parado e realizamos algumas viagens interessantes. A participação de nossos associados é que não foi das maiores (eu incluído). Atribuo como causa para ambos os casos (atraso no blog e baixa participação dos nossos membros) ao clima de copa do mundo já vigente desde o fim de maio/2014.

        Depois de nossa bem sucedida viagem a Petrolina/PE, realizada no início de maio, marcamos uma viagem mais curta, para o final do referido mês. Nossa intenção era visitar 02 cidades da bela região denominada Brejo Paraibano. Trata-se de área de grande interesse turístico, tanto pelas belezas naturais quanto pelas riquezas históricas e culturais. Não obstante a grande divulgação entre nossos componentes, apenas Hélio e sua esposa Irece cumpriram a programação prevista. Segue abaixo o relato da viagem realizada por este intrépido casal.
    
        Saímos de Vitória às 06:00 h e chegamos em Areias às 10:00 h, após 263 km percorridos inicialmente pela BR 232 (trecho de Vitória de Santo Antão/PE a Recife/PE), depois pela BR 101 (trecho de Recife/PE a João Pessoa/PB), depois pela BR 230, seguindo até a cidade de Juarez Távora/PB, onde pegamos a PB 079 para Alagoa Grande/PB, terminando em Areia/PB.



        Pegamos chuvas intermitentes da Cid. Universitária até João Pessoa/PB, e, para completar, esquecemos as roupas de chuva em casa. Demos uma parada para o café da manhã e reabastecimento na BR 230. Em Alagoa Grande/PB pegamos a hora da feira, pense num trânsito...! Perdemos muito tempo. Em seguida subimos a tortuosíssima estrada para Areia/PB, um percurso muito bonito. Voltamos à tarde para João Pessoa/PB, onde pernoitamos com filhos e netas. No domingo voltamos para casa. 

        As condições das estradas são boas e o passeio muito interessante. Numa das fotos, está o casal que conhecemos em Areia/PB, o qual fez uma viagem pela América do Sul por duas vezes.




         Nosso  conterrâneo Hélio, além do prazer da viagem, computou mais 526 km em sua cota quilométrica. Parabéns a ele e Irece pela determinação! Para os que quiserem visualizar todas as fotos enviadas por eles, segue abaixo o link para o álbum no Flickr.    





quinta-feira, 29 de maio de 2014

VIAGEM A PETROLINA/PE (01/05 a 03/05/2014)


Visualizar Viagem a Paulo Afonso/BA (01/05 a 03/05/2014) em um mapa maior

Cheguei ao local de encontro, Posto Arco Íris, em Pombos/PE,às 06:08h. Fui o primeiro a chegar. No percurso parei no posto Ipiranga, em Santo Aleixo, local combinado para encontro com Lauro. Como o posto estavam isolado por cordas, resolvi seguir direto para o ponto de encontro inicialmente combinado. Por volta das 06:19 h, Hélio chegou. Estava faltando apenas o Lauro. Ele chegou aproximadamente às 06:40h.
Ele veio “fumando numa quenga” comigo, como dizemos por aqui, pois ficara me esperando um tempão, lá no posto Ipiranga de Santo Aleixo. Depois de muita conversa, a paz entre nós foi reestabelecida. Todos abastecemos nossas motos, antes da partida. Pus 11,08 litros na minha, ao custo de R$ 32,48.



Saímos de Pombos/PE às 07:21h. Rodamos direto até Arcoverde/PE, onde chegamos às 09:24, percorrendo 200 km neste trecho. Abastecemos as motos, e para fins de registro do consumo, a minha GS 650 Sertão pegou 8,83 litros de gasolina. Escolhemos o posto que fica no Hotel Cruzeiro, que tem uma excelente estrutura para os viajantes. Além de abastecermos as motos, fizemos um lanche no restaurante do local.
Saímos de Arcoverde/PE às 10:23h, com destino a Serra Talhada/PE.



Chegamos em Serra Talhada/PE às 11:50h, percorrendo 161 km desde nossa partida de Arcoverde/PE. Desta feita paramos num posto à beira da estrada, na zona urbana desta cidade, o qual não tinha nenhuma estrutura. Não tinha sequer água mineral à venda. Por sorte havia uma vendinha bem próxima, onde pudemos saciar nossa sede. Como de praxe, reabastecemos as motos, para o próximo trecho, até Cabrobó/PE. Minha GS 650 Sertão pegou 7,36 litros de gasolina, que custaram R$ 22,89. Desta vez demoramos pouco tempo e partimos às 12:11h.

Chegamos em Cabrobó/PE às 13:56h, percorrendo 173 km desde nossa partida de Serra Talhada/PE. Paramos no primeiro posto que avistamos. Embora houvesse uma lanchonete em anexo, as opções disponíveis eram bem limitadas. Segundo a atendente, como era um feriado, ela estava desabastecida, sem ter como repor as mercadorias. Pegamos apenas um suco de polpa (uma mistureba de várias frutas...) e Lauro comprou alguns biscoitos na loja de conveniência do posto. Abastecemos novamente as motos, para o trecho final de nossa viagem. A minha pegou 8,43 litros de gasolina, ao custo de R$ 26,71. Saímos de lá às 14:43h.

Chegamos no Hotel Petrolina Palace, na cidade homônima às 16:35h. Registrei 187 km neste percurso, conforme registro no hodômetro de minha moto. Como tive um trecho extra, retornando para encontrar os demais companheiros que haviam ficado para trás, resolvi descontar 05 km deste trecho, considerando portanto 182 km.

Fizemos logo nosso check in, ocupamos nosso quarto e após um merecido banho, fomos perambular pela orla fluvial, famintos por uma refeição decente, na qual não poderia faltar uma suculenta porcão de carne assada, regada por algumas cervejas muito geladas. Um prêmio merecido, após um dia na estrada, à base de lanches, muitos deles improvisados. Após uma lauta refeição, saboreada às margens do velho Chico, tivemos uma restauradora noite de sono.

No dia seguinte, 02/05/2014, após o excelente café da manhã do hotel, decidimos a programação do dia, em conjunto. Resolvemos ir até a barragem de Sobradinho e na volta dar uma esticada até a ilha do Rodeadouro, famoso balneário local. Atravessamos o rio e adentramos em Juazeiro/BA.


Paramos num posto para abastecer e pedimos instruções de como chegar em Sobradinho/BA. Seguimos para lá, passando pelo centro urbano de Sobradinho/BA e logo chegamos à barragem propriamente dita. Fizemos a 1ª parada junto à eclusa, estrutura utilizada no transbordo dos barcos do nível do rio (mais baixo) para o nível da represa (mais elevado) e vice-e-versa. Tiramos algumas fotos e aproveitamos a ocasião para saborear uma água de coco gelada. Lá no local um ecológico vendedor estava postado com seu carro e sua barraquinha. Conversamos com ele, muito gente boa (pena não lembrar o nome dele!) e ele disse que sempre recolhe o lixo oriundo de seu negócio e até mesmo o atirado por irresponsáveis que passam pelo local, muitos em seus carrões, sem o menor respeito pelo local. Ainda bem que ainda existem pessoas como ele!


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Além de fornecer um produto de excelente qualidade e extremamente útil para aquele local e clima, ele ainda nos deu a dica de voltarmos por outro caminho, atravessando toda a barragem e pegando a estrada do outro lado, seguindo até Petrolina/PE. Além de não repetirmos o caminho da ida, ainda economizaríamos alguns Kms. Seguimos por cima da barragem e paramos próximo à usina hidroelétrica. Parmos para novas fotos. Na hora de partimos, eu dei uma grande bobeira e caí em câmara lenta, com a moto parada! Vou explicar: existem alguns trilhos de ferro, paralelos à pista que existe no topo da barragem, fui sair e caí na vala de um destes trilhos, tentei segurar minha moto mas o máximo que fiz foi deixá-la cair suavemente, o que já foi um grande lucro. Levantada a moto, partimos com destino a Petrolina/PE. Continuamos pela BA 316, estrada que começa em Sobradinho/BA, passa por toda a barragem e vai até a BR 235. Ao chegarmos no cruzamento com BR 235, não havia sinalização, e ficamos em dúvida com relação a que lado deveríamos seguir (estávamos se GPS e sem mapas). Escolhemos dobrar à direita e após alguns metros, parei e resolvi voltar e perguntar a um motoqueiro, a direção em que ficava Petrolina/PE. Ele confirmou que estávamos na direção certa, voltei ao encontro dos demais companheiros e seguimos viagem. Pouco quilômetros depois avistamos a divisa BA/PE. Mais alguns quilômetros e chegamos em Petrolina/PE, passando defronte ao aeroporto. Não fiz registro de horários, nem de quilometragens. Consultando o Google Maps posteriormente, (vide mapa abaixo), verifiquei que nosso roteiro completo foi de 111 km.

Paramos um pouco mais adiante, num girador, onde havia a indicação da estrada
para a ilha do Rodeadouro. Como ainda estava cedo, resolvemos dar um pulo até lá. Seguimos pela estrada, encontrando um grupo de motos esportivas, que também seguia para lá. Para nossa surpresa, os bares e restaurantes estavam fechados em sua maioria. Não havia movimentação na ilha nem nos bares da orla. Talvez por ser uma sexta-feira, dia útil para os demais, que não estavam “folgando” como nós três. Paramos num dos bares fechados, tiramos fotos e voltamos a Petrolina/PE.

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A esta altura do campeonato a fome já estava apertando e resolvemos almoçar no Bodódromo, conglomerado de restaurantes especializados na cozinha regional, especialmente em bode. Seguimos Hélio, que de nós três era quem conhecia melhor a cidade e após rodarmos um pouco mais que o devido, conseguimos, graças ao auxílio de alguns petrolinenses, chegar até o local. Saboreamos um excelente almoço, deixando a todos satisfeitos e voltamos para o hotel. Deixamos as motos estacionadas, e fomos andando até a orla fluvial, onde ocorria uma competição de jet sky. Nós nunca havíamos assistido uma competição desta categoria, e ficamos positivamente surpresos com a potência dos jets e a emoção da disputa.

Voltamos ao hotel já ao anoitecer. Para findar nosso agitado dia, fomos caminhar à noite no calçadão da beira-rio, e jantamos/lanchamos num lanchonete muito boa. Voltamos ao hotel e dormimos cedo, pois teríamos muita estrada ao longo do dia seguinte.
Acordamos cedo, pois o café seria servido a partir das 06:00h. O tempo estava nublado e tudo indicava que teríamos muita chuva pela frente. Tomamos nosso café, acertamos nossas conta e partimos a seguir. Paramos no primeiro posto de combustível que avistamos, completamos os tanque e iniciamos finalmente nossa viagem de volta. Havíamos resolvido fazer um percurso diferente, mesmo que provavelmente mais longo,
passando por Petrolândia/PE, Paulo Afonso/BA e Garanhuns/PE.

O trecho inicial correspondia ao mesmo trecho final do nosso percurso de ida. Devo confessar que meus registros em áudio foram negligenciados em boa parte de nossa viagem de volta. Não registrei o horário de nossa saída do posto, nem o horário de chega da em Cabrobó/PE. Talvez a chuva intensa que pegamos neste trecho tenha contribuído para isto. Chegamos encharcados e demoramos apenas o tempo de abastecimento das motos e de tomarmos um cafezinho para esquentar o corpo. Minha GS 650 Sertão pegou 9,22 litros, no valor de R$ 29,22. Percorremos neste trecho 182 km, considerando-se a mesma quilometragem da ida. Partimos de lá às 09:45h.

Percorremos mais alguns quilômetros pela BR 428, e após o cruzamento desta com a BR 116, pegamos a BR 316, passando por Belém do São Francisco/PE, arredores de Floresta/PE, continuando nesta BR até Petrolândia/PE, onde fizemos uma parada técnica, para tirarmos água do joelho. Percorremos 164 km neste trecho. Não registrei o horário de chegada. Todo este trecho apresenta-se com asfalto de excelente qualidade. A chuva colaborou conosco, ocorrendo apenas de forma ocasional, neste trajeto. Demoramos pouco tempo, cercados pelo curiosidade de um grupo de garotos, que nos enchiam de perguntas sobre as motos, partimos e paramos logo à frente. A cidade apresenta uma bela orla lacustre, à beira da barragem de Itaparica. A tonalidade das águas desta represa são de uma cor hipnotizante, podendo descrevê-la como uma imensa piscina de água azul esverdeada ou verde azulada, se preferirem. Existem alguns bares e restaurantes nesta avenida, mas limitamo-nos à tirar fotos do local. Seguimos viagem em direção a Paulo Afonso/BA, desta feita seguindo pela BR 110, que margeia a barragem de Itaparica. Mais adiante, nas imediações do paredão da barragem, não resistimos ao visual e paramos para novas fotos no local. Continuamos pela BR 110, até chegarmos à BR 423, já bem próximo a Paulo Afonso/BA.

Ao chegamos na BR 423, viramos à direta, em direção a Paulo Afonso/BA. Embora Garanhuns/PE ficasse na direção oposta, tínhamos de parar e tirar uma foto na ponte que faz a divisa entre AL/BA. Na viagem anterior, quando também passamos por ali, Hélio reclamou muito, por não registrarmos aquela beleza de paisagem em fotografias. Desta vez, este pecado não foi cometido. Após as fotos, partimos em direção a Garanhuns/PE, parando no mesmo posto em que paramos na viagem anterior, no povoado Jardim Cordeiro. A chuva também nos agraciou com sua ausência, neste trecho. Não registrei a quilometragem percorrida, nem a hora de chegada no posto. Simulando posteriormente no Google Maps, o trajeto de Petrolândia/PE à ponte citada, e desta ao posto em que paramos, obtive cerca de 63 km. Fizemos um lanche, substituto de nosso almoço e abastecemos nossas motos. Minha GS 650 Sertão pegou 11,265 litros, no valor de R$ 34,57.

Partimos às 13:31 h, em direção a Garanhuns/PE, seguindo pela BR 423, que a exemplo das demais se encontrava em excelente estado de conservação. A chuva nos alcançou novamente, alguns quilômetros antes de Garanhuns/PE, e veio forte e intensa, acompanhando-nos até a nossa parada. Chegamos às 15:34 h, percorrendo 212 km neste trecho. Nesta parada tivemos dois incidentes: Hélio pediu-me para estacionar a sua GS 800 e eu cai de novo, também com a moto parada, e desta vez como a moto de outro! Graças aos protetores laterais, a moto não sofreu quase nada e eu mantive meu tornozelo incólume. O outro ocorrido foi com Hélio, o dono da moto que derrubei. Ele estava de viseira fumê, e quando foi trocar por uma viseira normal, verificou que se enganara e pegara uma viseira incompatível com o seu capacete. Tomamos um café expresso, para espantar o frio (estava fazendo cerca de 18º e estávamos encharcados da chuva) e abastecemos as motos. A GS 650 Sertão pegou 11,22 litros.

Partimos de Garanhuns/PE às 16:37 h. Hélio avisou-nos que iria disparar na frente, para aproveitar o máximo possível os minutos de claridade ainda restantes. Eu e Lauro seguimos atrás, em ritmo mais moderado. A chuva intensificou-se e nos acompanhou até São Caetano/PE. Este trecho da BR 423, tem tráfego intenso e a pista é simples, não há duplicação. Eu e Lauro detestamos pilotar à noite, e pior ainda com chuva e obras ao longo da pista. Respiramos aliviados quando chegamos em São Caetano/PE, onde fizemos uma parada não prevista, para relaxar do stress. Dali para frente estávamos na nossa velha conhecida, a BR 232, com pista duplicada. Embora já fosse noite fechada, nos sentimos praticamente em casa, animados também pelo fim da chuva. Seguimos em direção ao nosso destino final, o 1º posto após a descida da serra das Russas, em Pombos/PE. Chegamos às 18:38 h, percorrendo 170 km desde Garanhuns/PE. Para nossa surpresa, o companheiro Hélio estava à nossa espera. Pudemos encerrar todos juntos, esta que foi a maior viagem (até o presente momento) empreendida pelo nosso moto grupo.

Além do prazer indescritível de viajar de moto, conhecemos (ou revemos) lugares interessantes, partilhando bons momentos (e alguns poucos momentos ruins). Ficou de legado também, mais um grande aprendizado para nossas futuras viagens de longo curso, sobre o que devemos e o que não devemos fazer. Eu, Hélio e Lauro percorremos 716 km no percurso de ida, em 01/05/2014, 111 km no percurso de ida e volta de Petrolina/PE a Sobradinho/BA, em 02/05/2014 e mais 791 km no percurso da volta, em 03/05/2014. Computamos assim, 1.618 km em nossas cotas quilométricas.

Que venham logo novas estradas a percorrer e lugares a conhecer!

Segue o link para o álbum de fotos completo desta viagem, no Flickr: viagem a Petrolina/PE (01/05 A 03/05/2014)

terça-feira, 29 de abril de 2014

VIAGEM A FEIRA DE SANTANA/BA (05/04 a 06/04/2014)


Exibir mapa ampliado
Finalmente, após um longo tempo, nosso grupo resolveu empreender novamente uma longa viagem. E para compensar,  o maior percurso desde de nossa origem.

A bem da verdade, apenas eu (Marcos) e Hélio topamos encarar essa maratona de 02 dias. Como pretendemos num futuro breve, alçar vôos mais altos, percorrendo longas distâncias durante vários dias, sugeri numa de nossas reuniões, que fôssemos fazendo viagens de "treinamento", tentando simular as condições de uma viagem mais longa, de vários dias.

Como viagem inicial, escolhemos Feira de Santana/BA, com percurso de ida pelo litoral (BR 101), no sábado 05/04/2014 e com retorno pelo interior, via Paulo Afonso/BA, no domingo 06/04/2014. Como a adesão para a viagem completa foi mínima, fiz um chamamento aos membros do grupo, para que nos acompanhassem pelo menos nos quilômetros iniciais. Apenas meu irmão Marcelo solidarizou-se conosco, acompanhando-nos até Palmares/PE. Passemos ao relato da viagem.

1º DIA (05/04/2014)

Marcamos como ponto de encontro e partida, o posto BR que fica antes do posto fiscal, próximo à entrada para Vitória de Santo Antão/PE, com saída programada para às 06:00h. Cheguei ao ponto de encontro às 06:10h, ou seja, atrasado 10 minutos. Hélio e Marcelo já estavam por lá. Abasteci a moto e partimos às 06:21h, com destino a Messias/AL.



Seguimos inicialmente pela PE 045 (Vitória de Santo Antão/PE a Escada/PE), pegando a BR 101 nas proximidades de Escada/PE. A PE 045 é muito sinuosa e o estado do pavimento não é do melhores, mas encaramos na boa com nossas trails. Marcelo nos acompanhou até Palmares/PE, quando já havíamos percorrido 101 km, com 01 hora de viagem. Eu e Hélio prosseguimos pela BR 101. Ela está em condições ruins logo após o fim da duplicação e fica um caos de Xexeu/PE até a divisa PE/AL. Para minha surpresa, a buraqueira que nós pegamos no ano passado, quando fomos até União dos Palmares/AL já foi consertada. Muito tráfego de carros, ônibus e caminhões. Chegamos em Messias/AL às 08:43h, percorrendo 205 km neste trecho inicial. TEMPO GASTO NO TRECHO: 02 horas e 22minutos.


Partimos de Messias/AL às 09:21h (TEMPO GASTO NA PARADA: 38 minutos). Continuamos pela BR 101 até Propriá/SE, 1ª cidade daquele estado, na BR 101. Percorremos 185 km, chegando às 11:10h. TEMPO GASTO NO TRECHO: 01 hora e 49 minutos. Paramos num posto logo à beira da pista, para abastecimento das motos e pilotos. As motos ficaram na saudade pois não havia gasolina no posto. Saímos às 11:38h, em busca de um posto mais adiante. (TEMPO GASTO NA PARADA: 28 minutos).Percorremos 56 km, até encontrarmos um posto com boa estrutura, para abastecermos, próximo à cidade de Rosário do Catete/SE. Minha moto já estava na reserva. Paramos apenas o tempo necessário ao abastecimento e prosseguimos viagem. Resolvemos alterar o planejamento original, que previa um trecho entre Propriá/SE e Cristinápolis/SE, tendo em vista esta parada extraordinária. Resolvemos rodar cerca de 200 km, chegando na cidade de Entre Rios/BA. Infelizmente não registrei nosso tempo de parada nem a hora da partida.

Atravessamos Sergipe, sempre com muito tráfego, desvios na estrada e com duplicação apenas no trecho de Aracaju/SE a Estância/SE. Entramos na Bahia, passando pela cidade de Esplanada, ainda sem completar os 200 km combinados. Como havíamos visto placas indicando que Alagoinhas/BA se encontrava a cerca de 80 km, resolvemos seguir direto para lá, mesmo ciente que minha moto entraria na reserva. Passamos por Entre Rios/BA e a cerca de 30 km de Alagoinhas/BA, entrei na reserva. Rodamos mais uns 20 km e quando vi um posto bem estruturado, indiquei a Hélio que iríamos parar ali. Faltavam uns 10 km para Alagoinhas/BA e uns 90 km para Feira de Santana/BA. Estávamos quase lá! Chegamos às 15:12h, rodando 310 km neste trecho. Durante este percurso, Hélio quis por duas vezes, mudar o destino para Salvador/BA, pois tentou pegar a Linha Verde. TEMPO GASTO NO TRECHO: 03 horas e 34 minutos. Partimos de lá às 15:53h. (TEMPO GASTO NA PARADA: 41 minutos).


Prosseguimos pela BR 101, até o cruzamento com a BR 324. Hélio vinha na frente e passou direto. Eu entrei na BR 324, buzinando para ele se tocar. Havia um grande congestionamento na BR 324. Mais adiante vi o motivo: um acidente feio, com vítimas fatais. Segui adiante sem olhar para o lado, parando um pouco mais à frente para esperar Hélio. Não demorou muito, ele apareceu e continuamos a viagem. Faltavam poucos quilômetros para Feira de Santana/BA, numa estrada com muitos pardais. Pegamos a via que contorna a cidade, pois o hotel ficava na BR 116 Sul, já na saída para Barreiras/BA. Chegamos no hotel às 17:02h, percorrendo 95 km neste trecho final. TEMPO GASTO NO TRECHO: 01 hora e 09 minutos.


Fizemos rapidamente o check in e fomos logo tomar umas merecidas cervejas geladas. O hotel tem uma boa estrutura, mas está com um aspecto de abandono. Tomamos umas 03 para relaxar. Éramos os únicos hóspedes presentes no hotel.

Nos destinaram o quarto 206. Ao tentarmos entrar, a chave estava muito difícil de abrir/fechar a porta. Pedimos um outro quarto e nos deram a chave do 208. Neste a chave estava funcionando, porém as luzes não acendiam, nem o ar condicionado funcionava.

Pedimos outro quarto e nos deram o 204. A chave estava ok, as luzes e o ar funcionavam. Apenas teríamos de dividir o apto. Com 02 ou três rãs pequenas, que se esconderam quando eu abri o quarto. Sem problemas.

Após o banho, descemos ao restaurante para pedirmos nosso jantar em uma pizzaria próxima (o restaurante está desativado). Entregaram dentro de 30 minutos. Após comermos, pagamos logo nossa conta (diária de R$ 90,00 para os dois + R$ 20,00 de despesas com bebidas) e avisamos que iríamos sair cedo, sem tomar o café da manhã, no dia seguinte, por volta das 05:30h.

Dormimos cedo, logo após o Jornal Nacional, na santa paz, sem reclamos de roncos ou outros inconvenientes.

TEMPO TOTAL DA VIAGEM DE IDA: 10 horas e 41 minutos.
TEMPO TOTAL DAS PARADAS: 01 hora e 47 minutos.

KM TOTAL PERCORRIDA NO DIA: 795 km.

2º DIA (06/04/2014)


Saímos do hotel às 05:32h, sem o café da manhã. Nosso intuito era cumprir o planejamento efetuado, fazendo a 1ª parada em Ribeira do Pombal/BA. Seguimos pela estrada que contorna Feira de Santana/BA, até alcançar a BR 116 Norte. Seguimos pela BR 116 até a cidade de Tucano/BA, onde entramos para a BA 410. Como esperado, tráfego intenso na BR 116, com muito caminhões. Tráfego reduziu drasticamente quando entramos na BA 410. Ambas estradas estavam em excelentes condições. Chegamos às 08:07 h, percorrendo 192 km neste trecho. Paramos para o café da manhã num restaurante na beira da estrada. TEMPO GASTO NO TRECHO: 02 horas e 35 minutos. Partimos às 08:49 h. (TEMPO GASTO NA PARADA: 42 minutos).


Entramos na BR 110, logo após sairmos de Ribeira do Pombal. Seguimos nesta estrada até Paulo Afonso/BA. Estrada em excelentes condições e com pouco tráfego. Passamos direto pela cidade, parando logo após a divisa BA/AL, num posto numa localidade denominada Jardim Cordeiro. Chegamos às 10:35 h, percorrendo 182 km neste trecho. TEMPO GASTO NO TRECHO: 01 horas e 46 minutos. Partimos às 11:12 h. (TEMPO GASTO NA PARADA: 37 minutos).

Seguimos viagem pela BR 423, com suas longas retas e pouco tráfego, já minha velha conhecida. A estrada está em boa condições. O único trecho um pouco pior (ainda não recapeado) é já nas proximidades de Garanhuns/PE, mesmo assim sem apresentar buracos, apenas asfalto velho, muito áspero. A chuva e até um pouco de frio nos pegou quando começamos a subir para Garanhuns/PE. Chegamos em Garanhuns/PE às 13:12h, percorrendo 211 km neste trecho. TEMPO GASTO NO TRECHO: 02 horas. Horário de partida: às 13:45h. (TEMPO GASTO NA PARADA: 33 minutos).


Infelizmente perdi os dados do trecho final de nossa viagem. Não recordo a hora que saímos de Garanhuns/PE, mas fizemos uma parada rápida, como as demais. Seguimos direto até o posto BR em Vitória de Sto. Antão/PE, que fica em frente ao posto BR do qual partimos no dia anterior. Enfrentamos muita chuva no trecho Garanhuns/PE a São Caetano/PE, incluindo alguns coriscos (relâmpagos), e pensamos até em pararmos e esperar a chuva passar. Felizmente ela diminuiu e nós prosseguimos a viagem. Por conta da chuva, minha máquina fotográfica “morreu” de vez e meu celular ficou inoperante, deixando de gravar os registros finais da viagem. Remontei o percurso pelo Google Maps, e obtive 186 km para este trecho. Lembro a hora que chegamos ao posto, aproximadamente 15:46 h. TEMPO GASTO NO TRECHO: estimado em 02 horas.


TEMPO TOTAL DA VIAGEM DE VOLTA: 10 horas e 14 minutos.
TEMPO TOTAL DAS PARADAS: 01 hora e 52 minutos.
KM TOTAL PERCORRIDA NO DIA: 771 km.

A viagem foi excelente, sem incidentes, e de grande valia em termos de aprendizado, para nossa viagem futura. Tivemos noção do ritmo a aplicar, dos nossos limites físicos e de nossa inesperada disposição. Percebemos também que no final do dia, próximo ao final da viagem, os trechos percorridos devem ser preferencialmente menores que os do início do dia. Uma paradinha de 20 minutos já revigora por demais quem passou todo o dia viajando.

Eu e meu companheiro de viagem (Hélio) computamos 1.566 km em nossas cotas de quilometragem. A depender de nossa disposição, neste ano ano ninguém nos segura. Que venho logo a próxima viagem!

domingo, 20 de abril de 2014

VIAGEM A CARUARU/PE (22/02/2014)


        Embora nossa última reunião tenha ocorrido em Caruaru/PE, marcamos uma nova viagem para esta cidade em 22/02/2014.
        Seria o "batismo" de um novo integrante de nosso motogrupo, meu mano Marcelo. Como ele necessitava se equipar, marcamos de nos reunir em uma loja de Caruaru/PE. Eu (Marcos), Marcelo, Lauro, Rogério e Hélio confirmamos presença neste evento.
        O ponto de encontro para todos, com exceção de Hélio, que mora em Vitória de Sto. Antão/PE, foi o de sempre: posto Ipiranga em Santo Aleixo, BR 232.
        Quando cheguei, Marcelo, Lauro e Rogério já estavam por lá. Tirei umas fotos e partimos logo em seguida. Seguiríamos até o posto Shell Arco Íris em Pombos/PE, onde Hélio estaria nos esperando.


        Chegamos ao posto às 08:10h, rodando 47 km desde nosso ponto de partida. Encontramos Hélio, abastecemos e continuamos a viagem até Gravatá/PE, onde iríamos parar para o nosso café da manhã. 
        Desta vez resolvemos variar, e ao invés de parar no nosso lugar de costume (restaurante Galinha de Cabidela), demos uma chance à concorrência, e paramos no restaurante Costela da Serra.Chegamos às 08:35h, percorrendo 11 km desde o posto Shell Arco Íris.
        Embora tenhamos gostado do café da manhã, na opinião de todos, nosso point habitual continua sendo a melhor opção. Após fecharmos nossa conta, partimos em direção à Caruaru/PE.
        Chegamos à loja Doido Motos, após percorrermos 64 km, desde nossa partida do Costela da Serra. Não registrei nossa hora de chegada. Hélio ligou para um conhecido dele, que comercializa equipamento e vestuário motociclísticos. Ele veio de carro e mostrou seus produtos. Hélio adquiriu uma roupa de chuva e os demais nada quiseram. Saímos de lá e fomos até a loja Shop 46. Ficamos um tempo lá e Marcelo comprou alguns itens.  Concluídas as compras, partimos de volta à Recife/PE.
        Combinamos de parar para reabastecimento no posto São José, em Pombos/PE. Paramos, reabastecemos e nos despedimos lá mesmo, pois Hélio ficaria em Vitória de Sto. Antão/PE e todos os demais seguiriam direto para suas casas.




















 


       Embora eu tenha falhado novamente, em meu papel de registrador-mor do grupo, principalmente no percurso da volta, o registro de quilometragem na ida foi corretamente efetuado. Desta forma, para fins de registro em suas cotas quilométricas, os conterrâneos Marcos, Marcelo, Lauro e Rogério, que tiveram marco inicial no posto Ipiranga em Santo Aleixo, na BR 232, computaram 244 km. Hélio, que teve como marco inicial do percurso o posto Shell Arco Íris em Pombos/PE, computou 150 km.
       Para esta viagem não fizemos um vídeo, nem montamos um álbum de fotos.