domingo, 4 de outubro de 2015

EXPEDICION RUTA DE LOS ANDES 2015 - Parte XIII - TURISMO EM SAN PEDRO DE ATACAMA/Chile (Dias 20 e 21)


DIA 20  - SAN PEDRO DE ATACAMA/Chile - Vale da Lua, Vale da Morte e Pedra do Coiote (22/04/2015)

Depois de uma boa noite de sono, acordamos para um novo dia, desta vez apenas como turistas. Nossas companheiras de viagem teriam 02 dias de um merecido descanso. Nos deparamos com uma presença bela e onipresente na região: o vulcão Likankabur. Lá estava ele, bem defronte à nossa varanda.


Likankabur, bela vista de nossa varanda
Tomamos nosso café da manhã em "nuestra casa", com os mantimentos comprados na noite anterior. Outra coisa que fizemos na noite anterior, além de comprar suprimentos para nossa estadia, foi acertar os passeios a fazer nos 02 dias que iríamos passar na região. Dois dias seriam muito pouco, tendo em vista as muitas opções de passeios disponíveis. Optamos por visitar 02 atrações: Vale da Lua, Vale da Morte e Pedra do Coiote no primeiro dia e Gêiseres del Tatio no dia seguinte.

Após um descanso em nossa casa atacamenha, na parte da manhã, destinada à manutenção das nossas motos e de nosso equipamento, seguimos para o almoço no centro de San Pedro de Atacama/Chile. Eu e Hélio fizemos um lanche. Pegamos um "sanduba" recheado com uma verdura local, que não lembro o nome, mas era super apimentada. Inexperiência gastronômica de viajante, mas a verdade é que só vim a descobrir tal característica na primeira mordida, em que quase fui às lágrimas. Como a fome era grande, fiz uma catação da tal verdura e encarei o restante do sanduíche.

Por fim nos juntamos aos demais conterrâneos, defronte à agência com a qual fechamos nossos passeios, e seguimos junto com outros excursionistas, para uma van que iria nos transportar. 

Embora seja uma das atrações mais próximas à San Pedro de Atacama/Chile, o Vale da Lua é um passeio que vale muito a pena. A paisagem realmente parece de outro planeta. Ele fica na Cordilheira de La Sal, uma das três cordilheiras que circundam a cidade. Esta cordilheira tem esse nome, obviamente, por ser rica em cristais de sal. No primeiro ponto do passeio, nossa guia prudentemente indagou, antecipadamente, se havia alguém com claustrofobia ou com dificuldades para realizar uma pequena escalada. Seguimos então por trilhas, em fendas nas rochas, que logo se transformaram em cavernas, e por fim até uma pequena elevação, que tivemos de escalar. Ao descermos, a van nos aguardava, e seguimos para outro ponto do local.


Fomos até o local denominado "As Três Marias". Na verdade são 03 formações rochosas em uma planície de sal onde, com um pouco de boa vontade, pode-se visualizar três mulheres.

As Três Marias
De lá seguimos caminhando até o Anfiteatro e subimos a Grande Duna de areia, que propicia uma bela visão da região. É uma longa subida, mas pelo menos não estávamos nas ofegantes altitudes de Cusco/Peru ou de Puno/Peru.

Anfiteatro, Vale da Lua
Escalando a Grande Duna
Mirante da Grande Duna
Fomos descendo aos poucos, nos acomodando na van, que estava à nossa espera. Após o retorno de todos, seguimos em direção ao Vale da Morte. Ao chegarmos lá, nossa guia nos deu uma explicação para o nome do local. Existem muitas explicações para tal denominação (seria em decorrência da inexistência de vida no local, uma corruptela da denominação original - Vale de Marte, etc). Segundo ela, a origem mais plausível seria por conta da grande mortandade de gado bovino, já que a região era passagem de rebanhos, em deslocamento para os centros consumidores. 

De lá seguimos para a parte final de nosso passeio, o pôr do sol na Pedra do Coiote. Não existem coiotes na região, claro, nem em toda a América do  Sul, visto que este canídeo é habitante da América do Norte e Central. Tal denominação decorre daquele desenho animado, que muitos de nós (pelo menos os da faixa etária do nosso grupo) assistimos quando éramos crianças, em que um pobre coiote sofria para apanhar um veloz papa-léguas, e nunca tinha sucesso. Realmente esta pedra parece muito com as que o coiote frequentava naquele desenho. O pôr do sol é espetacular, pois de lá temos uma visão da cordilheira dos Andes, cuja coloração vai mudando conforme o passar das horas. Sem dúvida, um belo espetáculo, que tivemos o prazer de apreciar. Este evento é presenciado por muitos turistas, alguns trazendo um bom vinho para acompanhar. 

Conterrâneos na Pedra do Coiote

Pôr do sol na Pedra do Coiote
Pôr do sol na Pedra do Coiote
Findo o dia, finalizado o passeio. Regressamos a San Pedro de Atacama/Chile, já de noite. Não nos demoramos no animado e agitado centro da cidade, pois no dia seguinte, iríamos acordar muito cedo, por conta de nosso passeio.

Segue abaixo o link do vídeo no You Tube, do passeio efetuado neste dia.



DIA 21  - SAN PEDRO DE ATACAMA/Chile - Geiseres del Tatio (23/04/2015)




Madrugamos no dia seguinte. O passeio aos Gêiseres del Tatio, implica numa saída muito cedo de San Pedro de Atacama/Chile. Esta atração fica mais distante e em local muito mais alto, acima dos 4.000 metros de altitude, em relação aos locais que visitamos no dia anterior. Além disso, o efeito visual dos vapores provocados pelos gêiseres é mais intenso nas primeiras horas da manhã. Assim sendo, lá se foram os Conterrâneos do Asfalto, mais uma vez, para as alturas e para o frio...

Nossa van nos pegou em nossa casa atacamenha, conforme combinado. Era ainda noite escura, breu total. Seguimos viagem, após a van apanhar os últimos excursionistas. O trajeto foi feito sem novidades, a maior parte do grupo aproveitando para dormir mais um pouco.

Chegamos aos gêiseres, pouco depois das 07:00 h da manhã. Segundo nosso guia, a temperatura era de -5 graus centígrados! Eu não estava com um termômetro, mas com o frio que estava fazendo, quem era eu para duvidar. Inicialmente nos foi oferecido um café da manhã, já que todos haviam saído de seus locais de hospedagem em jejum. Nosso guia nos informou que, uma prática antiga nos passeios ao local, o cozimento de ovos nos gêiseres, havia sido proibida, por razões de sáude. Apesar da alta temperatura da água, existem bactérias que vivem nos gêiseres, e poderiam causar alguma contaminação. Após o café da manhã, caminhamos pelo local, respeitando as área delimitadas aos visitantes, com nosso guia fornecendo várias informações. Segundo ele, aquele é o 3º local do mundo com maior atividade geotermal, perdendo apenas para Yellowstone (a terra do Zé Colméia) nos EUA e um campo geotermal que fica na Rússia.

Gêiseres del Tatio














Gêiseres del Tatio

Gêiseres del Tatio


video


Fomos em seguida, às famosas piscinas termais, onde alguns corajosos se dispõe a retirar suas roupas de frio, para entrar nas cálidas águas, com temperatura que chega aos 40 graus centígrados, em algumas partes. Tivemos um representante dos Conterrâneos do Asfalto, nesta etapa da excursão: Rodolfo. Eu e os demais preferimos dar nosso apoio moral, à beira da piscina.

Banho nas piscinas termais














Banho nas piscinas termais














Ficamos algum tempo nas piscinas termais, o suficiente para os corajosos banhistas aproveitarem o banho. Retornamos todos à van, e seguimos para a próxima parada do roteiro: o povoado de Machuca, onde teríamos a oportunidade de provar espetinhos de lhama, pastéis diversos e apreciar o artesanato local.

Antes de chegarmos a Machuca, passamos por um mini-pantanal, em pleno deserto de Atacama. Ele é formado pelo rio que tem o curioso nome de Vado Putana.



Depois desta breve parada, seguimos para o povoado de Machuca. Estávamos muito afim de provar o espetinho de lhama!





O "pueblo" é muito pequeno, mas é um ponto de parada de todas as excursões que voltam dos Gêiseres del Tatio. Muitas vans, micro-ônibus e carros estavam estacionados. Encontramos nesta parada um motociclista brasileiro, que também estava viajando em grupo. Ele e seu grupo iriam até mais ao sul no Chile. Pegamos algumas dicas sobre o trajeto até a Argentina com ele.

Após esta parada, retornamos à van para voltarmos a San Pedro de Atacama/Chile. Antes paramos para apreciar alguns exemplares de cardones, uma cactácea típica  das áreas secas andinas. Eu já havia tomado conhecimento desta planta, quando estive viajando pelo noroeste da Argentina com meu filho mais velho, em 2013. Segundo nosso guia, esta planta cresce apenas 1 cm por ano e é protegida pelas leis ambientais chilenas.

Por fim seguimos para San Pedro de Atacama/Chile, concluindo nosso passeio. Como era nosso último dia em San Pedro, resolvemos ter um almoço à altura desta despedida. Escolhemos um bom restaurante no centro da cidade e degustamos um excelente almoço, em clima de relaxamento. No dia seguinte, teríamos mais um desafio pela frente: enfrentar o Paso de Jama, fronteira entre o Chile e a Argentina, conhecido pelo seu clima imprevisível.

Almoço de despedida de San Pedro de Atacama/Chile
Foram dois dias de turismo, muito bem aproveitados por nós. San Pedro de Atacama/Chile é um local que vale a pena ser visitado, e pelo menos para mim deixou um gostinho de quero mais.

Como foram também dois dias de descanso para nossas motos, não houve quilometragem a registrar.

Segue abaixo o link do vídeo no You Tube, com os passeios efetuados neste dia:





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